finalmente

dezembro 20, 2009 Dinha 9 comentários

Me livrei de tudo. Do bloqueio mental, inclusive. Bem, pelo menos eu acredito que ele tenha ido embora…

Alguém ainda lê isso daqui? Se sim, esta pessoa que vos escreve avisa que conseguiu passar na seleção de mestrado em Filosofia. É, é, isso quer dizer que, daqui a alguns anos, mais um trabalho sobre Hegel se juntará aos outros trocentos perdidos por aí, em algum biblioteca pública ou nem isso. Estou meio desanimada, cansada, enfim. Com vontade de voltar a blogar, mas enjoada dos templates do ”WordPress” (só dos templates porque o resto continua ótimo). Não tenho coragem de gastar dinheiro com essas coisas de comprar domínio, hospedar em servidor etc. Aliás, estou sem dinheiro mesmo por um tempo. Também não quero entrar pra essas seitas que exigem um determinado nº de publicações, acessos. Sugerem alguma outra alternativa?

Se nada der certo, crio outro endereço no wordpress mesmo e jogo aqui depois.

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do compartilhamento

novembro 4, 2009 Dinha 2 comentários

Por influência do Daniel, criei uma conta no Google Reader. [ Tempo e neurônios para escrever no blog eu não tenho tido ultimamente, mas para ler eu sempre dou um jeitinho. :-) ]

 

Ei-la.

 

 

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comentários sobre os posts alheios.

outubro 19, 2009 Dinha 2 comentários

Aqueles é que eram os maus tempos: Comungo das idéias do Benett. Nós devemos estar no tempo errado, não é possível.

As Aventuras da Dialéctica: A dialética hegeliana é basicamente isso:  o sujeito passa tempos para poder entender o que Hegel falou, depois que entende passa por um dilema moral, através do qual deve decidir se afinal existe ou não dialética em tudo. Se admite, pronto, terá que justificar. Do contrário, fez a melhor escolha:  passa a estudar outro autor mais simples.

Ateísmo e o Bolsa Salvação: O Hermenauta continua acessando o lado mais suspeito da blogosfera para fazer suas análises críticas.

De como Graciliano se agigantou diante de seus pares: Dêem uma lida. Alguém aprecia a literatura brasileira. E melhor, entende. Melhor ainda, divulga.

Inclusão Social: O Ricardo continua fazendo boas análises. Mesmo sendo o oposto d’O Hermenauta na escrita, eu acompanho os post dele na mesma medida, pois ele sempre acerta.

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melhor do que ser picareta…

outubro 19, 2009 Dinha 1 comentário

Caros, estou ausente porque meu cérebro (nunca antes na históriapela primeira vez em vinte e um anos ) pediu um descanso. Não estava conseguindo decidir-me em relação a um projeto. Agora que eu decidi, falta escrever sobre o dito cujo. Enfim, sem chances de eu ao menos escrever um pequeno post no humilde espaço enquanto não me livrar dessa pendenga. Mas sabe que até tem seu lado bom, algumas pessoas que admiro se aproximaram para me dar um apoio moral, hehe.

Enfim, é pura incompetência minha – nem um blog consigo manter ativo! Paciência. Depois tento voltar ao ritmo normal.

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uma sensação

setembro 3, 2009 Dinha 4 comentários

É quase impossível descrever aos outros a sensação que se tem quando conseguimos obter prazer em uma leitura ou escrita antes abandonada…

Opções de leituras: aquele diálogo platônico belíssimo que você abandonou, aquela “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles,  que você simplesmente achou bárbara, o prefácio da “Fenomenologia do Espírito” hegeliana, a seção da “Crítica da Razão Pura” kantiana ou até mesmo aquela revista esclarecedora sobre a Neurociência atual.

Na escrita, aquele projeto que você acreditou muito um dia, mas que teve de deixar em segundo, terceiro ou décimo plano. Você conseguiu perceber que vale a pena gastar energia com ele. Melhor: que não pode mais perder tempo, que você retomá-lo agora.

Pois é, às vezes precisamos fazer isso. Esses pequenos prazeres que nos elevam.

Façam isso! Não por curiosidade, mas quando existir necessidade – como sair de casa.

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se um dia eu me tornar uma professora…

agosto 25, 2009 Dinha 7 comentários

Eu vou tirar uma cópia de todos os meus livros raros para que os meus alunos possam ter contato com eles, se necessário. É horrível procurar um livro para comprar e não encontrar, porque ele está “esgotado”.

Filosofia da Arte, Schelling

Se alguém tiver acesso e quiser contrabandear uma cópia, esta pobre estudante, que ainda não domina o alemão e que almeja conhecer as obras básicas dos idealistas, agradece.

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lucidez

agosto 23, 2009 Dinha Deixe um comentário

Uma pergunta necessária:

  • A lucidez é essencialmente cética (isto é, marcada pelo constante exame do pensar e agir e, portanto, que torna possível uma maior assimilação do real)  ou convicta (quer dizer, pautada por um estado um tanto quanto ataráxico, que é indiferente ao real)?
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schopenhauer e a razão sabotada

agosto 22, 2009 Dinha Deixe um comentário

schopenhauer

Não consigo entender porque algumas pessoas insistem em dizer que Schopenhauer não formulou uma filosofia coerente e que, por isso mesmo,  foi desprezado pelos historiadores da Filosofia. Bem como não entendo a idéia comumente disseminada de que seus conceitos foram tão mal elaborados que pensadores que beberam da fonte schopenhaueriana conseguiram expressa-los de forma melhor, ganhando assim seu lugar de destaque dentro da história do pensamento humano — como Freud ao criar a idéia de um “Inconsciente”.

Schopenhauer, de fato, não construiu um sistema aparentemente bem sustentado, como o hegeliano. Também nem poderíamos exigir isso do gênio que influenciou o filósofo que demolia as filosofias alheias à marteladas, Nietzsche. Mas alguns bons motivos nos levam a crer que o monumento filosófico chamado Schopenhauer merece ser resgatado e lido, merece sair do porão que os historiados lhe reservaram ao tentar escondê-lo dos espíritos preguiçosos.

Primeiramente, Schopenhauer é o filósofo que localizou a diferença entre as nossas faculdades do conhecimento e os desejos que nos movem. Segundo ele, os desejos que nos movem fundam uma realidade cuja marca maior é responder às nossas formas de agir no mundo, como se estas fossem condicionadas pela atividade que nós mesmos produzimos inicialmente. Até aqui tudo bem, Schopenhauer não pensa muito diferente de outros teóricos. Porém, o diferencial é que ele institui uma Metafísica a partir dessa “imanência”, quando a trabalha negativamente. Schopenhauer exige de si mesmo algo extremamente importante: não postular uma razão ou causa para o mundo. Melhor dizendo, apesar de dar nome a uma razão para a existência do mundo, não confere uma validade incondicional, isto é, não a torna absoluta. É nesse sentido que ele critica os idealistas alemães; principalmente Fichte, aquele que acertou ao colocar um sujeito que age no mundo como pressuposto de sua filosofia, mas errou em dizer que a relação entre sujeito (enquanto vontade) e objeto (enquanto representação) é necessária, absoluta. Para Schopenhauer, a afirmação dessa relação só poderia surgir como resultado de uma  análise da experiência.

Schopenhauer realiza afirmações baseadas nesse pressuposto que consiste em negar um Absoluto. Seja o sujeito, seja objeto, para ele não há muita diferença entre ambos. Por isso mesmo, ele criticou a mínima abertura para esse Absoluto que Kant deu ao instituir uma realidade “prática”, lugar onde o indivíduo pode criar deuses, sonhar que é livre e afins.

Para ele, o mundo não tem a beleza que surge quando o indivíduo  tenta identificar um sentido para ele , isto é, uma finalidade; e nem na razão prática kantiana o indivíduo pode tentar suprir essa falha de um mundo sem causas finais. No mundo schopenhaueriano deuses inexistem e a única vida que pode ser provada é a vida de um indivíduo finito, que deseja infinitamente.  O corpo do indivíduo schopenhaueriano é aquele que deseja, que realiza atividades incessantemente e que acaba por criar um desvio na razão. Isto é, a razão humana, como se não bastasse ser limitada, é ainda sabotada.

O significado, então, reside nessa contraposição entre o sujeito que conhece e o sujeito que deseja. A vida é fundada sobre esses dois pilares que quase em todo momento se chocam. Para solucionar isso, Schopenhauer sugere algumas indicações, algumas leituras de perspectivas diferentes cujas idéias principais são referentes a um mundo (representação) e a um sujeito que é marcado, essencialmente, pela vontade (coisa-em-si). Nesse sentido, ao analisar a atividade de um corpo ou o resultado dessa atividade (a ação dos sujeitos), outros fundamentos para o mundo são postos à tona, e, de certa forma, Schopenhauer tenta concilia-los dentro de um todo coerente. O interessante, nessa leitura, é que o autor é muito mais convincente ao usar exemplos “identificáveis” do que seus colegas -  os idealistas alemães. Principalmente, mais convincente que Hegel, que tenta de todo modo “empurrar” a dialética em seus leitores – dialética essa que passa pela natureza, chega ao mundo enquanto atividade humana e culmina numa razão totalizante.

Com Schopenhauer, nós ressignificamos o conceito da experiência. E é por esse motivo que ele é um filósofo pouco acessível. Imaginemos um pensador que concilia a filosofia e a sabedoria mística – esta, entendida aqui como qualquer coisa além da mera postura intelectual de ocidentais que somos. É, é ele, Schopenhauer. E esse convite que ele nos faz a uma análise de uma série de perspectivas – referentes aos campos: metafísica do belo, metafísica dos costumes, teoria do conhecimento e ontologia – deveria ser aceito. Com a metafísica schopenhaueriana não precisamos comprar a teoria de um ente fora do mundo, tampouco precisamos afirmar categoricamente um ente dentro dele.  Qualquer afirmação mais forte a respeito dessa análise a qual nós submetemos o mundo e nós mesmos é de inteira responsabilidade do indivíduo: o gênio estético, o sujeito ético, o cientista ou o filósofo.

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por que as pessoas costumam parar de blogar?

agosto 18, 2009 Dinha 3 comentários

Porque elas não são iguais ao Olavo de Carv.., digo, picaretas.

Todo mundo tem comentado a recente “saída” desses caras. Mas eu tenho a noção de que é uma coisa tão plausível dar um tempo na blogosfera, que acabo por não entender essa atitude de quem se diz “comovido”. Não sei se é porque eu tenho como péssimo exemplo de imortal blogueiro o Olavão (e também o Reinaldo), cuja contribuição na blogosfera é marcada por um pagamento, coisa que para mim só denuncia o extremo de quanto as pessoas podem se levar a sério dentro dessa realidade virtual – palavra, inclusive, que muitos consideram obsoleta, mas eu ainda não. Aliás, o valor maior desse espírito blogueiro é justamente esse: o bom-senso. Nos outros fóruns de debate – exceto os de compartilhamento de arquivos e informações relativas à informática – as pessoas costumam acreditar realmente que estão ensinando e corrigindo as outras, isto é, elas alimentam aquele espírito docente com a desculpa de que estão contaminadas pelo altruísmo.

Uma vez, ao participar de um fórum de debates, deparei-me com uma professora  que lecionava nos EUA e tinha como imagem no álbum de fotos a seguinte tira:

tira

Eu até quis crer que era uma brincadeira da professora, mas depois a criatura me fez perceber que ela era mesmo uma criadora de fofocas e intrigas virtuais, ou seja, uma picareta, como o Olavão.

Enfim, tudo isso para dizer que é perfeitamente compreensível encontrar gente comum que decide se desapegar um pouco da internet, bem como de qualquer  ”vício”, ou de qualquer idéia…Errados não são eles, mas nós,  ao acreditarmos que as pessoas são sempre as mesmas. Um dos meus antigos blogues preferidos, o blogue da Lys, era um espaço bem legal, mas hibernou um pouco, depois nunca voltou a ser o que era e…acabou. Espero realmente que o blogue do Idelber, que eu tinha acabado de conhecer – a impressão que eu tenho é de que até bem pouco tempo atrás o único blogue que eu conhecia era o do Hermenauta, aliás, meu blogue preferido -, não seja como o da Lys e volte daqui a uns tempos, afinal, o Idelber é um sujeito inteligente, íntegro e tem essa humildade, característica de bons blogueiros, para realmente discutir idéias.

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porque eu admiro a neurociência e a filosofia da mente…

agosto 16, 2009 Dinha 1 comentário

Imperdível.

Isso precisa ser visto, a prova de que há vida inteligente no país.

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