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Volto, mas não muito

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Estou olhando para o painel do blogue e ele olha para mim, nós nos olhamos, não nos entendemos bem depois de tanto tempo sem contato (deve ser isso que chamam de identidade… afinal, pensando assim, o blogue tem uma identidade, que não é necessariamente a impressão virtual da minha identidade).

Fato é que estou sem postar no blogue há um tempo e sinto necessidade imensa de voltar a publicar algo aqui, pôr a cara de frente para a tela do computador e tentar desenvolver um raciocínio em algumas linhas. Mas, no momento em que penso isso, muitas imagens surgem como resultado da minha tentativa de organizar experiências, vivências, desejos, planos etc., e a vontade de publicar, de ter uma atividade mais freqüente relacionada à escrita acaba ficando em segundo plano.

Eu gostaria muito, mas muito mesmo de conciliar tudo isso de forma mais consistente, mas não consigo. Poderia falar muita coisa a respeito da minha incapacidade de ter uma atividade freqüente, ou mesmo de ser um humano freqüente, mas por ora o título do post é apropriado para sintetizar o que quero falar: Volto, mas não muito.

Esse post tem por objetivo romper com o período que eu venho sem postar. Ele tem esse tom confessional que parece destoar um pouco em relação às postagens anteriores, mas serve para organizar um pouco a coisa.



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Do compartilhamento

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Por influência do Daniel, criei uma conta no Google Reader. [ Tempo e neurônios para escrever no blog eu não tenho tido ultimamente, mas para ler eu sempre dou um jeitinho. :-) ]

Ei-la.

Melhor do que ser picareta…

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Caros, estou ausente porque meu cérebro (nunca antes na históriapela primeira vez em vinte e um anos ) pediu um descanso. Não estava conseguindo decidir-me em relação a um projeto. Agora que eu decidi, falta escrever sobre o dito cujo. Enfim, sem chances de eu ao menos escrever um pequeno post no humilde espaço enquanto não me livrar dessa pendenga. Mas sabe que até tem seu lado bom, algumas pessoas que admiro se aproximaram para me dar um apoio moral, hehe.

Enfim, é pura incompetência minha – nem um blog consigo manter ativo! Paciência. Depois tento voltar ao ritmo normal.

Uma sensação

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É quase impossível descrever aos outros a sensação que se tem quando conseguimos obter prazer em uma leitura ou escrita antes abandonada…

Opções de leituras: aquele diálogo platônico belíssimo que você abandonou, aquela “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles,  que você simplesmente achou bárbara, o prefácio da “Fenomenologia do Espírito” hegeliana, a seção da “Crítica da Razão Pura” kantiana ou até mesmo aquela revista esclarecedora sobre a Neurociência atual.

Na escrita, aquele projeto que você acreditou muito um dia, mas que teve de deixar em segundo, terceiro ou décimo plano. Você conseguiu perceber que vale a pena gastar energia com ele. Melhor: que não pode mais perder tempo, que você retomá-lo agora.

Pois é, às vezes precisamos fazer isso. Esses pequenos prazeres que nos elevam.

Façam isso! Não por curiosidade, mas quando existir necessidade – como sair de casa.

Se um dia eu me tornar uma professora…

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Eu vou tirar uma cópia de todos os meus livros raros para que os meus alunos possam ter contato com eles, se necessário. É horrível procurar um livro para comprar e não encontrar, porque ele está “esgotado”.

Filosofia da Arte, Schelling

Se alguém tiver acesso e quiser contrabandear uma cópia, esta pobre estudante, que ainda não domina o alemão e que almeja conhecer as obras básicas dos idealistas, agradece.

Por que as pessoas costumam parar de blogar?

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Porque elas não são iguais ao Olavo de Carv.., digo, picaretas.

Todo mundo tem comentado a recente “saída” desses caras. Mas eu tenho a noção de que é uma coisa tão plausível dar um tempo na blogosfera, que acabo por não entender essa atitude de quem se diz “comovido”. Não sei se é porque eu tenho como péssimo exemplo de imortal blogueiro o Olavão (e também o Reinaldo), cuja contribuição na blogosfera é marcada por um pagamento, coisa que para mim só denuncia o extremo de quanto as pessoas podem se levar a sério dentro dessa realidade virtual – palavra, inclusive, que muitos consideram obsoleta, mas eu ainda não. Aliás, o valor maior desse espírito blogueiro é justamente esse: o bom-senso. Nos outros fóruns de debate – exceto os de compartilhamento de arquivos e informações relativas à informática – as pessoas costumam acreditar realmente que estão ensinando e corrigindo as outras, isto é, elas alimentam aquele espírito docente com a desculpa de que estão contaminadas pelo altruísmo.

Uma vez, ao participar de um fórum de debates, deparei-me com uma professora  que lecionava nos EUA e tinha como imagem no álbum de fotos a seguinte tira:

tira

Eu até quis crer que era uma brincadeira da professora, mas depois a criatura me fez perceber que ela era mesmo uma criadora de fofocas e intrigas virtuais, ou seja, uma picareta, como o Olavão.

Enfim, tudo isso para dizer que é perfeitamente compreensível encontrar gente comum que decide se desapegar um pouco da internet, bem como de qualquer  “vício”, ou de qualquer idéia…Errados não são eles, mas nós,  ao acreditarmos que as pessoas são sempre as mesmas. Um dos meus antigos blogues preferidos, o blogue da Lys, era um espaço bem legal, mas hibernou um pouco, depois nunca voltou a ser o que era e…acabou. Espero realmente que o blogue do Idelber, que eu tinha acabado de conhecer – a impressão que eu tenho é de que até bem pouco tempo atrás o único blogue que eu conhecia era o do Hermenauta, aliás, meu blogue preferido -, não seja como o da Lys e volte daqui a uns tempos, afinal, o Idelber é um sujeito inteligente, íntegro e tem essa humildade, característica de bons blogueiros, para realmente discutir idéias.

Porque eu admiro a neurociência e a filosofia da mente…

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Imperdível.

Isso precisa ser visto, a prova de que há vida inteligente no país.

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